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O uso de gás natural na geração termoelétrica 

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, defendeu nesta terça-feira (7), "a importância da construção de um grande estoque de gás natural para abastecer as usinas térmicas geradoras de energia". Em entrevista a agência de notícia inglesa Reuters, ele garantiu que essa alternativa seria ideal para evitar a queima de fontes de energia sujas, como carvão e óleo diesel, esse último muito utilizado em usinas térmicas geradoras de energia. 

O futuro energético do País tem preocupado parlamentares e especialistas do setor. Debates em defesa da construção de grandes obras intensificaram-se após a divulgação de um estudo do engenheiro civil e consultor, Humberto Viana Guimarães. Segundo ele, é preciso mais investimento em obras de grande porte para que se crie a capacidade de exploração de todo o gás natural existente nas reservas brasileiras. "A atenção tem de estar voltada para o investimento em infra-estrutura e para a auto-suficiência energética do País", explicou Humberto. 

O deputado federal Moreira Mendes (PPS-RO), acredita que há meios de impedir o racionamento nos próximos anos, mas é preciso força de vontade. "Não é possível que depois de dez anos teremos de limitar o uso de energia, sendo que existem obras capazes de atender a demanda", disse o deputado.   

Tolmasquim também destacou necessidade de haver uma redução nos prazos para liberação de licenças ambientais. "Com restrições ambientais vai se demorar a construir obras e a poluição ao meio ambiente será maior a cada dia", acrescentou. 

Ele sugeriu diminuir de 18 meses para 4 meses o prazo na concessão de licenças. "A prioridade é segurança, mas  objetivo é permitir maior participação dessa fonte na oferta de energia a partir de 2012", disse o executivo.   

Para o senador e líder de governo, Valdir Raupp (PMDB-RO), a construção do Gasoduto Urucu-Porto Velho é a alternativa para a produção e abastecimento de energia na Região Norte do País. 

 De acordo com o líder, existem entraves burocráticos que estão dificultando a execução do projeto. A instalação do gasoduto que ligará a Província Petrolífera de Urucu à capital de Rondônia impedirá a queima diária de 1,3 milhão de metros cúbicos de óleo diesel, reduzindo o impacto ambiental e diminuindo os gastos do governo federal. "Estamos trabalhando para isso. A obra vai sair", assegura o líder.



Prédios ecológicos, o ambiente agradece

 Por Sebastião Almeida*

 O aquecimento global tem levado o homem a buscar soluções para amenizar o impacto das mudanças climáticas em seu cotidiano. No próximo dia 5 de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, as pessoas voltarão a discutir temas como o lixo, a poluição do ar, o derretimento da calota polar, a escassez de água doce e a extinção de espécies animais. Também se falará muito das medidas restritivas adotadas ao redor do mundo para diminuir o impacto das transformações no clima. Toda essa crise global seria melhor administrada se tivéssemos prestado atenção nos cientistas que há pelo menos duas décadas alertam sobre os reflexos dos maus-tratos contra o planeta.

 Uma tendência importante que deve se consolidar nos próximos anos é a aplicação do que se chama por aí de construção sustentável. O nome espalhafatoso significa que de agora em diante as pessoas terão de se preocupar com o meio ambiente antes de construir uma casa. O projeto inicial pode exigir uma quantidade maior de recursos, mas esse custo vai certamente ser coberto pela economia de recursos valiosíssimos para a Humanidade, como a energia elétrica e a água. As ações nesse sentido ainda são tímidas, embora seja inevitável intensificar a busca de soluções nas próximas décadas.

 Um prédio de 55 andares e 228 metros de altura é o exemplo de como a preocupação com o meio ambiente deixou de ser uma preocupação somente de ambientalistas. O edifício está sendo erguido em uma das regiões mais valorizadas de Nova York, para abrigar a sede de um banco. A inauguração está prevista para o próximo ano. O projeto é avaliado em US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2 bilhões) e recebeu uma série de incentivos do governo, o que gerou críticas pesadas dos opositores.

 A experiência nova-iorquina promete economizar água e reduzir as contas de energia elétrica pela metade, com a utilização de energia eólica e uma miniusina de gás natural, recurso bem menos poluente que a energia à base de carvão das termelétricas norte-americanas. De imediato, espera-se a redução significativa nas contas, garantindo o rápido retorno dos investimentos empregados nas tecnologias limpas. 

O arranha-céu está sendo construído com aço, alumínio e vidro. Na verdade, muito vidro, do piso ao teto, para permitir a entrada da luz natural. Segundo alguns especialistas, além da economia, isso vai gerar maior produtividade dos empregados no dia-a-dia. É esperar para ver. O sistema de ventilação também será diferenciado, com dutos partindo de baixo para cima. A cobertura do prédio ecológico vai ganhar vegetação para amenizar o impacto do calor no restante do prédio nos dias mais quentes. 

Porém, a inovação que considero mais importante será o reuso da água. Em épocas de chuva, a água será armazenada em tanques gigantescos para ser utilizada em pias e descargas de banheiros, no sistema de ar-condicionado e em simples tarefas cotidianas, como regar as plantas do terraço. Aproveito este espaço para fazer um apelo aos nossos universitários e pesquisadores: por que não desenvolver aqui soluções semelhantes que, levando em conta nossa realidade econômica em termos de custos, pudessem ser aplicadas em condomínios e conjuntos residenciais?  

O Brasil não pode ficar para trás nessa disputa por tecnologias limpas. O fato de o álcool ser aclamado lá fora não significa que temos agora de cruzar os braços e deixar que os outros façam sua parte. Pelo contrário. Nossos recursos hídricos ainda são fartos, mas isso não justifica que devemos fechar os olhos para as implicações que a falta de água possa vir a ter no futuro. Que o Dia Mundial do Meio Ambiente sirva para que todos façam essa reflexão e para que iniciemos uma nova etapa em nossa evolução. 

* Sebastião Almeida é deputado estadual pelo PT, coordenador da Frente Parlamentar em Defesa da Água e presidente da comissão de Serviços e Obras Públicas da Assembléia Legislativa de São Paulo. E-mail: gotadagua@sebastiaoalmeidapt.com.br

 


Saiba o que é preciso para praticar balonismo


O Balão é uma aeronave composta de um envelope, que é a parte inflável, feito de nylon especial anti-inflamável - o globo colorido que vemos no céu. Ele é costurado em gomos e há uma abertura na sua parte superior, coberta por um sistema de pára-quedas, que ao controle do piloto, permite a saída de ar quente, fazendo o balão descer. Um cesto de vime é pendurado a este globo por cabos de aço. No cesto, vão o maçarico e os cilindros de gás propano que irá aquecer o ar interno no balão, fazendo com que ele suba. Antes de o balão sair do solo, um enorme ventilador o infla com ar frio e, então, o maçarico inicia o processo do aquecimento até que o envelope fique mais leve que o ar e comece a subir.

Em média, são utilizados 45 kg de gás propano por hora para manter o balão voando, variando o consumo de acordo com as condições do tempo, como temperatura e ventos. 

Como  tirar licença para pilotar balão? 

Ao completar 18 anos, já se pode tirar uma licença de piloto de balão de ar quente, que é emitida pela ANAC, após o candidato cumprir pelo menos 16 horas de vôo com um instrutor. A habilitação ou brevê tem validade internacional. Leia mais dicas sobre como começar no balonismo no site www.balonismonoar.com.br.

 


São Paulo tem 
Operação Defesa das Águas

 Trata-se de um conjunto de medidas para controlar, recuperar e urbanizar os mananciais Guarapiranga, Billings e o entorno das represas. Entre as medidas está a criação da Guarda Ambiental (foto) e outras ações importantes, que serão implementadas em parceria com o Governo do Estado e deverão ser anunciadas em breve. O anuncio do programa foi feito pelo prefeito Gilberto Kassab, em Parelheiros, na Zona Sul de São Paulo.

A Operação tem Comitês Gestores constituídos nas Subprefeituras da Capela do Socorro, M'Boi Mirim, Parelheiros e Cidade Ademar, com participação de vários órgãos (estaduais e municipais), responsáveis pelo planejamento local e execução e o trabalho  prevê uma série de ações integradas para implementar medidas de controle de ocupação e expansão irregular numa área extremamente sensível. A represa de Guarapiranga, por exemplo, fornece 14 mil litros de água por segundo e abastece 25% da população da Grande São Paulo. Depois, as ações serão expandidas para tros mananciais, Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Áreas de Preservação Permanente (APPs). 

O Grupo Executivo da Operação é formado por órgãos do Governo do Estado (Secretarias do Meio Ambiente, do Saneamento e Energia/Sabesp/EMAE, da Habitação/CDHU, e da Segurança Pública Polícia Militar, Polícia Ambiental e Polícia Civil), e da Prefeitura (Secretaria do Verde e Meio Ambiente), Secretarias das Subprefeituras (Subprefeituras Capela do Socorro, M'Boi Mirim, Parelheiros e Cidade Ademar), Secretaria da Habitação, Secretaria do Governo/Guarda Civil Metropolitana), sob Coordenação Executiva da Secretaria de Governo do Município.

GUARDA AMBIENTAL 

A Guarda Ambiental entrará em operação imediatamente. Trata-se de uma inspetoria da Guarda Civil Metropolitana, inicialmente composta por 96 homens, 12 viaturas (3 para cada Subprefeitura) e 24 motos (6 para cada Subprefeitura). Em abril a corporação receberá outros 104 guardas, totalizando um efetivo de 200 homens, treinados pela Polícia Ambiental e pela Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. O treinamento dos guardas ambientais inclui 80 horas-aula sobre flora, pesca, fauna, caça, uso da água e controle ambiental em área de mananciais, legislação específica e funcionamento das agências ambientais e órgãos ligados à questão. A Guarda Ambiental fará rondas de carro e de moto, identificando ocupações e construções irregulares em Áreas de Preservação. Uma vez feita a identificação, o Guarda Ambiental informará o sistema de fiscalização que, então, tomará as providências necessárias (notificação e multas), inclusive acionando a Polícia Ambiental e a Polícia Civil, caso necessário.

CRIAÇÃO DA ZELADORIA URBANO-AMBIENTAL 

Será composta por estudantes de universidade e escolas de segundo grau da região dos mananciais que, treinados, atuarão na região das áreas de preservação para averiguar desmatamentos, movimentações de terra, construções, depósitos de lixo e entulho e outras infrações no uso e ocupação do solo, além de problemas de infra-estrutura. Vai agir articuladamente com o Sistema de Fiscalização, e participar de programas de sensibilização da comunidade para proteção da região, além do AGENTE VISTOR , um fiscal da Prefeitura, com poder de polícia administrativa que vai notificar, aplicar multa e apreender material de construção e máquinas e mandar demolir, se necessário.

Todo esse trabalho será integrado com a Polícia Ambiental (que atuará na repressão nas regiões mais vulneráveis), a Polícia Civil (importante na investigação sobre a atuação de grileiros e nos crimes ambientais) e da Polícia Militar (com papel fundamental nas eventuais remoções e na apuração e repressão a outros crimes). Assim, deverá ser instalada uma Delegacia da Polícia Civil próxima à Guarapiranga e à Billings, onde serão instaurados os inquéritos policiais (hoje os casos relativos às ocupações da região são remetidas para a Delegacia localizada em uma travessa da rua Augusta). 
 
CONGELAMENTO DE ÁREAS E OCUPAÇÕES- Uma das primeiras ações práticas da Operação é congelar as ocupações existentes em Áreas de Preservação nas Subprefeituras de M'Boi Mirim, Parelheiros e Capela do Socorro, impedindo a expansão dos assentamentos irregulares. Isso será feito com a demarcação e sinalização das áreas, cadastramento dos moradores, divulgação de boletins, mapeamento e retirada de construções nos locais proibidos.

Já estão sendo instalados oito pórticos e cerca de 120 placas, informando as regiões de preservação ambiental abrangidas pelo sistema de fiscalização, onde a construção pode caracterizar crime ambiental. Além disso, as áreas serão demarcadas fisicamente, inclusive com o plantio de árvores específicas, o que facilitará a visualização aérea das áreas demarcadas. 

A Prefeitura adquiriu um sistema de fotos por satélite que servirá de instrumento para conferir a quantificação das ocupações hoje existentes e apurar o sistema de fiscalização.Um sistema de comunicação informará a comunidade das restrições legais, quais as penalidades para os infratores, e como a comunidade pode contribuir com a Operação.

O envolvimento da comunidade é considerado fundamental. Por isso, serão desenvolvidas ações para a demonstração de que é possível conciliar os interesses da comunidade às necessidades da sociedade. Isso envolverá escolas, universidades, associações, Consebs, Conselhos (Idosos, Jovens etc), igrejas, entidades.. O objetivo é integrar com as iniciativas da sociedade civil, especialmente as constituídas no Seminário de 100 anos da Guarapiranga. 

http://www.prefeitura.sp.gov.br/


Ararinha azul em extinção vai se casar em São Paulo

 Esta ave chama-se Ritchie, nasceu na Suíça e viveu na Alemanha, mas é descendente de brasileiros. Ela saiu do Refúgio Biológico Bela Vista, mantido pela Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu, para se encontrar, em São Paulo, com a brasileira Flô, para um relacionamento que deverá ser permanente e prolífico. Para o bem da própria espécie.

A jovem ave (8 anos, para uma espécie que pode chegar aos 30) foi levada para conhecer sua futura parceira, Flô, em local que o Ibama prefere não identificar, já que as ararinhas-azuis não podem ser expostas ao público. Flô é tão nova que, no ano passado, pôs ovos pela primeira vez. Todos inférteis. É onde entra Ritchie: a expectativa é que seja um "garanhão".

A importância de Ritchie e Flô pode ser medida pelos números que receberam: ele é 59, ela é 73, do total de apenas 75 ararinhas-azuis existentes no mundo, Flô é uma das mais recentes. As aves nasceram em cativeiro, de pais que também nunca souberam o que é a vida lá fora. No Brasil, com Ritchie, agora existem em cativeiro 8 ararinhas-azuis. E é só em cativeiro que as ararinhas-azuis existem. Na natureza, o último exemplar desapareceu em 2002. A espécie vivia na Bahia, numa área restrita da caatinga.

Anteontem, quando a bióloga A bióloga Yara de Melo Barros, da Coordenação de Proteção de Espécies da Fauna do Ibama, chegou ao Refúgio Biológico Bela Vista de Itaipu, Ritchie foi apresentado à imprensa. A ave passou 30 dias num recinto especial. A quarentena foi exigência do Ministério da Agricultura para permitir que a ave entrasse no Brasil, um cuidado necessário devido à gripe aviária (Influenza) e à virose New Castle.

O recinto de Itaipu foi o único no Brasil que reuniu as condições necessárias para a quarentena. Foi aprovado tanto pelo ministério quanto pelo criadouro alemão que cedeu Ritchie ao Brasil.

Pudera: os cuidados incluíram uma geladeira exclusiva para guardar os alimentos da ave, esterilização de tudo o que entrava ou saía do recinto. E mais: toda vez que se aproximavam de Ritchie, o veterinário Wanderlei de Moraes, o biólogo Marcos José de Oliveira e a técnica Rosana Pinto de Almeida eram obrigados a trocar as roupas por macacões, botas e luvas.

Um macho velho que vive com Flô, agora noiva de Ritchie, perdeu o posto. Há tempos ele não atendia mais às necessidades do Programa de Reprodução em Cativeiro do Ibama. Mas o pobre macho não será abandonado. A intenção é fazer com que seja exposto ao público, no zoológico de São Paulo, para que as crianças conheçam uma espécie já extinta na natureza. E aprendam como é importante evitar que isso se repita.

A bióloga do Ibama elogiou Itaipu - e o Refúgio em particular - pelas condições do recinto onde ficou abrigado Ritchie, pelos cuidados da equipe do Refúgio com a ave e pelo nível excelente de toda o pessoal técnico. "Itaipu tem o melhor sítio ambiental para se fazer uma quarentena como essa", afirmou. Já o  diretor de Coordenação e Meio Ambiente de Itaipu, Nelton Friedrich, também foi só elogios à equipe do Refúgio. E lembrou que, sem Itaipu para garantir a vinda da ave do exterior e sua ida.



 Energia Solar fonte limpa e sustentável

Os programas de aquecimento solar devem ganhar novo impulso no mercado nacional com o convênio realizado para este ano, entre a Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava) e o Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre).

 Serão investidos aproximadamente US$ 50 mil no programa "Cidades Solares", que vai contar com um trabalho direto junto a prefeituras e população de algumas das maiores cidades do país para orientar. Com os recursos naturais cada vez mais escassos e os impactos ambientais tendo mais e mais peso no cenário atual, o uso de energia sustentável no Brasil tende a seguir, em ritmo próprio, o exemplo de Israel, Espanha, Portugal, Austrália, África do Sul, China, Alemanha, Itália e França, países cujos governos contemplam a energia solar nos planos de eletrificação.

"Os governos locais, construtores, cidadãos, concessionárias de energia,  só têm a ganhar com a nova tecnologia. O aquecimento solar promove uma imensa economia, sendo esse um grande passo para termos cidades sustentáveis no futuro", afirma o diretor executivo do Procobre, Antonio Maschietto.

Entre as ações planejadas para o "Cidades Solares" em 2007, estão o lançamento de um guia, um novo portal na Internet e novas palestras. De acordo com o coordenador do Departamento Nacional de Aquecimento Solar (Dasol) da Abrava, Carlos Faria, o guia vai oferecer ferramentas necessárias para as prefeituras implantarem programas de energia solar e, o portal, vai contar, por exemplo, com sistemas de contabilização das mudanças climáticas evitadas pelo uso da energia solar.

                                              Conscientize-se

 Você Sabia...

Que o tempo de decomposição de componentes do "lixo" na natureza, por exemplo: 

A  MADEIRA PINTADA - 13 ANOS ; PAPEL - DE 3 A 6 MESES; PANO - DE 6 MESES A 1 ANO;  NYLON - MAIS DE 30 ANOS ;  FILTRO DE CIGARRO- 5 ANOS; PLÁSTICO - MAIS DE 100 ANOS ; CHICLETE - 5 ANOS; GARRAFAS PLÁSTICAS ; METAL - MAIS DE 100 ANOS;
 VIDRO - 1 MILHÃO DE ANOS  BORRACHA - TEMPO INDETERMINADO

CRESCE O COMÉRCIO DE CRÉDITO DE CARBONO  

O Protocolo de Quioto, que entrou em vigor em fevereiro de 2005, depois de ter sido assinado por diversas nações, visando reduzir a emissão de gases causadores do efeito estufa (GEE), foi o primeiro passo na conscientização da necessidade de diminuir a emissão de CO2 no planeta. Só no ano de 2006, foram negociados cerca de 22 bilhões de dólares em crédito de CO2 e o Brasil lidera o ranking latinoamericano de projetos registrados.

 O tratado prevê diminuição de pelo menos 5,2% da emissão de GEE pelos países industrializados. Pelo MDL, cada tonelada de Gás Carbônico (CO2) que deixar de ser emitida ou for removida da atmosfera por um país em desenvolvimento, como o Brasil, poderá ser negociada no mercado mundial, através da venda dos chamados CER's - certificados de emissões reduzidas, validadas por entidades acreditadas pela ONU e por estruturas locais, como a Autoridade Nacional Designada, aqui no Brasil.

A ERM (Environmental Resources Management) - eleita por dois anos consecutivos a melhor consultoria ambiental do mundo, pela revista Acquisitions Monthly - tem assessorado grandes organizações internacionais a incluir o risco carbono como um novo fator a ser considerado no planejamento estratégico e na gestão estratégica. A empresa também tem discutido, por meio de seminários que reúnem especialistas de várias partes do mundo, temas ligados à prática do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL), estabelecido pelo acordo. Alem disto, a ERM se firmou como consultoria especializada no processo de busca de oportunidades de projetos de redução de emissões associados ao aumento de eficiência energética e eventualmente elegíveis aos mecanismos de Quioto como o MDL.

A demanda por créditos de emissão em 2012, segundo projeções especializadas, deve ser de US$ 30 bilhões por ano. Sendo que a fatia de participação brasileira nesse mercado deve ser de, no mínimo, 10%. Em termos de emissões, esse volume representará cerca de 130 milhões de toneladas de CO2 (equivalente) menos na atmosfera. A expectativa, já para 2007, é que o mercado de créditos de carbono atinja a casa dos US$ 13 bilhões.

Em 2006, a China sediou a maior parte dos projetos que geram créditos de carbono, sendo responsável por 63% do mercado de venda de créditos no ano. As reduções de emissões no território chinês equivalem ao total de CO2 emitidos por ano com a geração de energia no Canadá (130 megatoneladas) ou com o uso de meios de transportes (145 megatoneladas). No mesmo período, a Índia gerou 12% dos créditos comercializados e a África cerca de 6%. Já com relação às negociações feitas com carbono, Londres lidera o ranking, segundo relatório do Banco Mundial.

Na América Latina, o Brasil está no topo dos países com projetos registrados. Até setembro, o País apresentou 1.151 projetos, sendo que destes, 299 já foram registrados; os demais encontram-se em processo de validação ou revisão.

"É necessário democratizar o acesso às informações sobre o tema, pois a gestão integrada das emissões atmosféricas pode transformar-se em muito mais do que um bom negócio", destaca Braulio Pikman, membro do Painel Metodológico da Junta Executiva das Nações Unidas e coordenador de Energia e Mudanças Climáticas da ERM Américas. Segundo ele, receitas advindas de ações de eficiência energética, mitigação das emissões de poluentes regulados e projetos MDL podem multiplicar ganhos e agregar benefícios intangíveis, como maior reconhecimento da marca das empresas, redução de riscos socioambientais e a satisfação dos chamados "stakeholders".

 
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